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Política

Bolsonaro ignora 4 mil mortes em 24h e ironiza: "Genocida. Agora eu sou genocida"

por Neison Cerqueira no dia 07 de abril de 2021 às 09:40
Foto: Alan Santos / PR

Na entrada do Palácio da Alvorada na noite desta terça-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ignorou as mais de 4.000 mortes por Covid-19 das últimas 24 horas. Criticado por sua política genocida, classificação dada contra ele por seus opositores, Bolsonaro insistiu em criticar as medidas restritivas adotadas por prefeitos e governadores.

A alcunha de genocida que seus críticos costumam usar diante da escalada de mortes no país foi ironizada. "O pessoal entrou naquela pilha de homofóbico, racista, fascista, torturador...  Agora é o quê? Agora eu sou... que mata muita gente, como é que é o nome? Genocida. Agora eu sou genocida", sorrindo, respondeu e completou: "Do que que eu não sou culpado aqui no Brasil?", indagou.

Uma apoiadora citou as 4.195 mortes registradas pelo consórcio de imprensa. "Hoje, mais de 4.000 morreram aqui no Brasil. Você viu isso?", pergunta a mulher, que não é identificada nas imagens. Bolsonaro continuou falando sobre medidas restritivas. "Quando você prende o cara em casa, o que ele faz em casa? Duvido que ele não aumentou um pouquinho de peso. Duvido. Até eu cresci um pouquinho a barriga", afirmou. "Tudo vai ser agravado", disse o presidente.

Para variar, o presidente também fez críticas à imprensa. "Eu resolvo o problema do vírus em poucos minutos. É só pagar o que os governos pagavam no passado para Globo, para Folha, Estado de S. Paulo. Agora, este dinheiro não é para a imprensa, é para outras coisas", declarou.

 

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